Marcelo Nova


MARCELO NOVA E BANDA EM RIBEIRÃO PRETO

Marcelo Nova e banda se apresentam hoja, dia 29 de novembro no Villa das Flores, em Ribeirão Preto.

Maiores informações no site http://www.villadasflores.com.br.



Escrito por Xande Campos Capitão às 07h55
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HISTÓRIA DA CAMISA DE VENUS

Como o título sugere, essa é a história da Camisa de Venus, e não do Camisa. Mas se você gosta de sexo, do Camisa, e de rock´n roll, não deixe de ler.

Entre outras curiosidades, saiba que Shakespeare batizou-a como "Luva de Vênus". Divirta-se.

O PRESERVATIVO É MAIS ANTIGO DO QUE SE IMAGINA

Inventado há séculos, este artefato sempre esteve presente quando o assunto era anticoncepção e proteção de doenças sexualmente transmissíveis. A camisinha pode ter tido uma origem que remonta à mitologia grega e em versão feminina. Diz a lenda que no sêmen do Rei Minos, filho de Zeus, cresciam serpentes e escorpiões. Essa mistura, que jorrava nas noites de amor, era fatal para todas as suas amantes. Até que uma delas, Procris, filha de Erekhtheus, certa vez teve a idéia de introduzir uma bexiga de cabra na vagina para se proteger. A maioria dos historiadores garante que foi aí, 15 séculos antes de nossa era, que foi criado o preservativo, ou pelo menos a idéia dele.
Também os chineses, com sua sabedoria milenar, criaram algo que pode ser batizado

como um dos primeiros preservativos de que se tem notícia: eram uns envoltórios de papel de seda, embebidos em óleo. Outros pesquisadores afirmam que o uso da camisinha data de 1.600 a.C., pelo rei Minos de Knossos, em Creta, na forma de bexigas natatórias de peixes. E parece, ainda, que os egípcios tinham muitas preocupações a esse
respeito. Algumas tumbas no templo de Karnak, morto entre 1350 e 1200 a.C., representam um egípcio com a extremidade de um preservativo, pois não havia a preocupação de se evitar doenças e filhos. Este artefato nada mais era do que um protetor do pênis contra galhos espinhosos e picadas de insetos, utilizado por homens de tribos que viviam em função da caça.
Já na Idade Média, há indícios de que, entre os turcos, teria aparecido um outro envoltório para o pênis, feito de intestino de carneiro, mas há pistas de que teria sido utilizado para uso contraceptivo. Também existem registros históricos de camisinhas confeccionadas na mesma época com este material, no Oriente Médio.
Muitos anos depois, na Idade Média, a contracepção encontrou a alquimia, que lhe reservava toda uma série de poções especiais criadas a partir de misturas assombrosas, como urina de cordeiro, pó de testículos de touros torrados e outras receitas dignas de revoltar o estômago.
Foi a partir do conhecimento da disseminação de numerosas doenças venéreas como a sífilis, que o homem começou a tentar reduzir os perigos de contaminação por moléstias sexualmente transmissíveis. A partir do século XVI, a Europa viu-se inundada por uma série de tratados médicos e leigos recomendando métodos para auto-proteção: o principal era o uso de envoltórios de linho ao redor do pênis, embebidos ou não em ervas medicinais para aumentar a eficácia.
Mas, contrariamente a tudo quanto se diz sobre a origem dos preservativos, está definitivamente provado que foi o anatomista e médico-cirurgião italiano Gabrielle Fallopio, mais conhecido sob o nome de Gabriel Fallope, nascido em Modena, o inventor da "bainha de tecido leve, sob medida, para proteção das doenças venéreas", em 1564. Tratava-se de um forro de linho na medida do pênis, usado antes e depois da relação, que também era embebido em uma mistura de ervas. Esta invenção foi batizada por Shakespeare de "luva de Vênus".

Publicidade em almanaque inglês de 1927 - Já produziram em 3 tamanhos.
As observações de Fallopio sobre o uso perfeito para seu invento foram, no mínimo, curiosas. Meticuloso e paciente, vestiu diversos sapos machos com ceroulas de linha impermeável e pesquisou o acasalamento dos batráquios. Constatou que as ceroulas não impediam o coito, mas evitavam a fecundação. E mais: o sêmem do macho contido nessas ceroulas, se posto na fêmea, podia fecundá-la. Fallope entrou, assim, para a galeria dos grandes benfeitores, com um invento tão banal que ultrapassaria os séculos, tornando-se o único método eficaz de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis e, em especial, a Aids.

DAMAS DO PRAZER-- Mas a título de curiosidade, vale a pena conhecer outra fonte histórica e documental, onde se registram dados sobre a utilidade e a difusão do preservativo masculino.
A conferência da cidade de Utrecht, cujo objetivo era conduzir a assinatura de um tratado para por fim à guerra da sucessão espanhola, na verdade, contribuiu para difusão deste artefato peculiar.

A nata da nobreza e altas personalidades diplomáticas chegaram da França, Inglaterra e Espanha e concentraram-se na localidade. Como era de se prever, atraíram uma infinidade de coquetes e galantes damas, sequiosas de distrair as autoridades e garantir algum dinheiro. Lamentavelmente, muitas delas, além de bagagem, traziam também um problema : doenças venéreas. A situação ficou de tal modo delicada e transpirou tão rapidamente que foi, necessário encontrar uma solução.
Um artesão criativo teve a idéia de preparar à sua moda o ceco (porção do intestino) de carneiros, do qual também costumavam-se retirar películas finas e transparentes para auxiliar na cicatrização de ferimentos e queimaduras. O artesão costurou uma das extremidades do ceco, mantendo sua forma de bainha, anatomicamente perfeita para os fins a que se destinava e obteve, assim um preservativo.
Veio o ano de 1750. A França proibiu o uso das chamadas sobre-casacas inglesas. Sobrou para um certo monsieur Jardim, um caixeiro-viajante que foi expulso do país após cumprir sete anos de prisão. O crime: foi pego com uma valise contendo 28 preservativos. Além disso, muitos contestavam a utilidade e a necessidade deste artigo. Quem mais mostrou contrário foi o grande sedutor Casanova, que escreveu: "Jamais vou me sentir ridiculamente com a pele de um morto para provar que estou vivo". As más línguas diriam que esses preservativos não seriam de todo mal para ele, que poderia ter evitado suas onze crises de sífilis.
Com a Revolução Francesa , o governo de Paris legalizou a venda e a utilização da camisinha. Nesta época, os vendedores precisavam, acima de tudo, de olho clínico para não errar no tamanho do membro do cliente. Os preservativos ainda eram também feitos nesta fase com intestino de boi.
No final do século XVI, com o mundo definitivamente deixando de ignorar as doenças sexuais, a camisinha passou a ser um sucesso nas altas classes da corte de Luiz XV, que pode aproveitar um dos melhores prazeres da vida sem riscos. Este rei mandou que fossem confeccionadas especialmente para ele, preservativos forrados com seda e veículo. Na Inglaterra, no entanto, o uso do preservativo tornou-se ainda mais disseminado bem como sua produção. Não haviam fábricas e tudo era feito em casa mesmo. Os pedidos vinham também da Itália e Portugal. Assim as camisinhas passaram a ser objetos comuns em malas diplomáticas.

A expressão preservativo surgiu de forma razoavelmente discreta, apregoada nos "reclames" publicitários de uma das mais famosas casas de prostituição de Paris, em 1780. A propaganda, simples e eficaz, dizia: "Nesta casa se fabricam preservativos de alta segurança, bandagens e artigos de higiene. Distribuição discreta para França e outros países...". Mas ela logo foi substituída por uma forma curiosa, redingote anglaise, que queria dizer "sobrecasaca inglesa", o que equivaleria hoje ao termo "camisa-de-vênus" ou mais intimamente falando, "camisinha".


Varios tipos de preservativos 1930

MÉDICO FANTASMA -- Já o nome condom surgiu a partir das afirmações do médico alemão Xavier Swediaur, que teria publicado em 1817 um texto citando um tal dr. Condom, médico inglês do século XVII, responsável pela invenção do utensílio e que o batizara com o seu próprio nome. Trata-se de um pequeno saco de intestino de carneiro, que depois de lavado e seco era amaciado com as mãos bezuntadas em óleo de amêndoas. Como profissional bastante prestigiado, especialista em moléstias venéreas, ninguém, ninguém cogitou de refutar suas afirmações, mas sabe-se que ele jamais existiu. Condom seria uma transcrição do verbo latino condere, que significa "esconder" ou "proteger".
Mesmo assim foi necessário esperar o ano de 1870 para aparecer no mercado o primeiro preservativo em borracha, mais sólido e regular que a membrana animal. Foi quando um certo Mac Intosh, especializado em produzir capas de chuva, começou a fabricar em escala industrial o que se chamou de "folha inglesa".

Assim, os primeiros preservativos de borracha, os da Bélle Epóque, tinham garantia de 5 anos. Ao fim de cada uso, deveriam ser lavados, secados e aplicava-se talco. E tinham até requintes de segurança, como um aparelho usado para controlar se o estado do preservativo era satisfatório para uma próxima vez.
VULCANIZAÇÃO -- O preservativo de borracha apareceu após a descoberta do processo de vulcanização, em 1939, com a técnica do inglês Charles Goodyear que consistia em fazer desaparecer a adesividade do látex, quando era aquecido e o enxofre adicionado.
Mas até chegar aos dias de hoje, a camisinha passou por poucas e boas. Foi heroina, odiada, proibida, escondida e até esquecida. Depois da I Guerra Mundial, a política francesa era de estimular muitos filhos. E lá foi ela para a clandestinidade. Na II Guerra, a coisa mudou um pouco de figura. O preservativo ficou famoso entre os soldados, que podiam usá-lo nos bordéis. Aí eram muitos populares, pois as prostitutas sabiam que usando "luvinha", os riscos de doenças diminuíam, o que significava trabalho garantido.
Pouco depois do final da II Guerra em 1950, as camisinhas passaram a ser encontradas nos 25 mil distribuidores automáticos instalados nas principais cidades do sul daquele país. Na França, a lei que proibia a publicidade foi finalmente revogada. Até que em 1961, chegou ao mercado o produto que jogou-as para escanteio: a pílula anticoncepcional. A maioria dos casais optou então pelos mágicos comprimidos, menos "bloqueadores" do prazer. A partir deste período até o início dos anos da Aids, a camisinha viveu timidamente, já que a publicidade nos anos 70 praticamente inexistiu e restringiu-se a mostrar o produto discretamente sem muitas explicações. Quem está próximo dos 40, deve se lembrar do drama que era comprar as chamadas camisas-de-vênus nas farmácias, onde ficavam praticamente escondidas.
DIVERSIDADE -- Hoje as camisinhas ainda variam na espessura do látex. Há usuários que garantem que as mais grossas são excelentes para homens que têm problemas de ejaculação precoce: outras com bolinhas como texturização externa dão mais prazer às mulheres. As lubrificadas com óleo de silicone são muito comuns: o mesmo não pode se dizer daquelas que contém espermicida. Em muitos países, e no Brasil também, há produtos para adolescentes, como o Preserv Teen, com tamanho ligeiramente menor.
Quanto à publicidade, ela é atualmente mais que atrevida e explícita. O produto em dias atuais pode ser encontrado em supermercados, bancas de revistas, padarias e até em máquinas à moeda, igualzinhas aquelas que vendem refrigerantes.
Uma das últimas novidades é a camisinha feminina. Feita de poliuretano não poroso, mais resistente do que o látex, ela custa quase três vezes mais do que a versão masculina. Tem 16 centímetros de comprimentos, 7 de largura e o formato de um pequeno anel em cada extremidade. Sua colocação é semelhante à do diafragma: o anel da parte interna dobra para ser inserido na vagina e o anel superior fica na parte de fora do corpo da mulher.
Outra novidade discutível é a camisinha líquida que foi criada por Karl Machlamer, médico austríaco. Trata-se de uma substância com o qual se deve pincelar o "bráulio" e , na sequência, esperar 7 minutos... com o membro ereto para aguardar a secagem. O líquido é a base de látex, o mesmo material usado nas camisinhas convencionais. Esta inovação será comercializada em recipientes custando cerca de US$ 3,00 para servir três relações sexuais e virá com líquido nas cores preto, cinza e azul e nos sabores limão ou run. Algo semelhante, o "preservativo invisível", foi apresentado por um grupo de pesquisadores canadenses. Trata-se de uma espécie de gel que protege o usuário dos perigos da AIDS de outras doenças venéreas, feita de um polímero atóxico e que se solidifica quando em contato com o corpo, criando uma capa impermeável. Será que esta novidade vai pegar?
As inovações não páram. Na Colômbia, por exemplo, é muito difundido um preservativo unisex. Uma versão mais folgada de preservativos, e bastante fácil de usar, foi lançada no mercado alemão e pode vir a vender milhões de unidades, até mesmo entre os homens resistentes à camisinha. Denominado Ezon, ou "easy on" (fácil de usar), o produto é largo no diâmetro, menos na base, em que fica firme.
O preservativo também andou mudando suas dimensões. Na Europa, o tamanho do preservativo europeu ganhou um centímetro, para orgulho dos homens europeus. Não apenas sua estatura aumentou ao longo das décadas, como seu sexo também, disse a revista belga Le Généraliste. Assim, o tamanho mínimo da camisinha na Europa passa para 17cm, contra os 16 atuais, tamanho que também vigia no Brasil até o lançamento, em fevereiro de 2001, da primeira camisinha tamanho grande do mercado nacional, o Preserv Extra, com, 186 mm de comprimento e 55 de largura, bem maior que a média dos demais preservativos, que, como já dito, apresentam 160mm de comprimento e 52 de largura.

* fonte www.blausiegel.net



Escrito por Xande Campos Capitão às 20h59
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